"Chegados
que foram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, como também os
ladrões, um à direita e outro à esquerda.
E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. Eles
dividiram as suas vestes e as sortearam. A multidão conservava-se lá e
observava..."
(Lucas
23, 33-35)
Imagem ao lado: Índios Xavante e Krahô disputam corrida de toras nas ruas de São Paulo. Foto de Renato Stockler, do arquivo da Folha
§ Tem um textinho dela aqui, que foi o assunto da palestra, para quem quiser baixar e ler. Impossível não querer compartilhar - e, para quem puder acompanhar os seminários pela televisão, eles vão passar na SESC TV, só não sei quando. Tem que ficar atento.
P.S.: Se deu problema no servidor do primeiro link, tente aqui.
§ Fui no último dia, mas fui. Quem não foi, perdeu - acabou domingo, dia 9. Tinha muita coisa interessante no FILE. Muita coisa chata também, mas o saldo era positivo - e muito mais porque as instalações brazucas estavam boas demais!
§ E aí fico me lembrando de situações que passei com moradores de rua e pedintes. Uma vez, voltando do supermercado perto de casa, uma mulher – que sempre ficava na saída do supermercado, sentada no chão, suja e com umas crianças a tiracolo – me pediu dinheiro. Eu nunca dou, então disse a ela que não ia dar. Continuei andando, mas ainda deu tempo de ouvir a moça que vinha atrás de mim perguntar à pedinte: "O que você fez com a cesta básica que te dei ontem?" Era mais uma pessoa que refletia a cultura de pedir esmola, o que o promotor do MP mineiro chamou de "profissão", em comparação.
§ Alguns lugares têm até associações para os moradores de rua. Florianópolis, por exemplo, sei que tem – inclusive com endereço fixo, embora eles não tivessem onde morar. Pelas conversas que tive com os moradores de rua que perambulavam por lá, na região da Praça XV, vi que muita gente pedia esmola na rua porque não tinha de fato para onde ir, depois de uma série de reviravoltas na vida, mas também havia gente que havia escolhido "fugir" para a rua.
§ Hoje, tudo voltou à tona na minha cabeça, com a história do MP de Minas. E foi então que pensei: cadê o incentivo a iniciativas como a Revista Ocas"? Cadê o incentivo ao trabalho, à auto-valorização dessas pessoas? Dá uma olhadinha no site da Ocas", eles têm um trabalho lindo.
§ Foto minha, boca minha, cor da boca minha, manteiga de cacau disfarçada de batom minha. § Arrumar pastas velhas, cheias de papelada (e de arquivos digitais) que a gente, na maioria das vezes, nem sabe que tem, é certeza de uma tarde cheia de boas surpresas - as ruins são amassadas rapidamente e postas fora, como se nem tivessem aparecido na fila. Assim revivo para mim mesmo, mais uma e definitiva vez. A minha boca sem batom, revivendo meu mundo em preto-e-branco, foi uma dessas surpresas. § Hoje, no entanto, sem batom nem cacau, estou de cara limpa, entregue, outra - e definitiva - vez ao traçado nas palmas de minhas próprias mãos, aos santos que coroam a minha cabeça, aos amores que coroam meu peito com espinhos e à vida, que sara minhas feridas com paixão.
O CALVÁRIO, A CRUZ, O
ESPÍRITO ERRANTE Ou seja, o blog, a minha vida, eu. Não me leve muito a sério. Sou apenas um estimado cliente do disque-pizza e dependente de fundo musical que se inspirou em
Calvary, cantada pela Jessye Norman, para batizar um lugar virtual sobre seus dias. Meus dias às vezes são cruzes que carrego - eu,
às vezes um cristo, mais um entre os nem sei mais quantos milhões no Brasil.
Por vezes sou muitas coisas, mas há o que sempre sou: vida, morte e renascimento. Sou o céu, azul e vivo, a luz ofuscante das asas de fogo de uma fênix e a água lamacenta que apaga a chama. Meu Calvário é o monte virtual em que tudo isso acontece, paralela e concomitantemente a mim mesmo e às ruas por onde passo, às nuvens de sonho em que piso, às luas em que finco bandeiras, a tanta coisa que sinto e vivo.
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TEM QUE MIRAR DIREITINHO Clique no link "Jogue pedra na cruz", ao fim
de cada post, para comentar sobre o que você leu. Ou, se preferir, "Me coroe com espinhos"